As hérnias da parede abdominal ocorrem quando estruturas internas, geralmente alças intestinais ou gordura /epíplon podem atravessar áreas de fraqueza da musculatura e das aponeuroses da parede abdominal, formando um abaulamento visível ou palpável.
Essa falha pode acontecer acima ou abaixo da aponeurose muscular, em diferentes planos anatômicos, o que influencia diretamente a técnica cirúrgica mais adequada.
Embora algumas hérnias sejam inicialmente assintomáticas, não se trata de uma condição benigna: podem evoluir com dor progressiva, limitação funcional e, em casos mais graves, encarceramento ou estrangulamento intestinal ; situações que exigem cirurgia de urgência.
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A correção cirúrgica é indicada quando há:
Hérnias não regridem espontaneamente. A cirurgia é o único tratamento definitivo.
A cirurgia minimamente invasiva — por videolaparoscopia ou plataforma robótica — representa hoje o padrão mais moderno para grande parte das hérnias da parede abdominal.
A cirurgia robótica oferece:
A utilização de telas cirúrgicas é comum e segura na maioria das correções, reduzindo significativamente o risco de recidiva. Atualmente, a fixação pode ser feita por:
A escolha da tela, da via de acesso e da forma de fixação é individualizada, baseada no tipo da hérnia, anatomia do paciente e experiência do cirurgião.
Não existe uma única técnica ideal para todos os casos.
Um princípio fundamental da cirurgia moderna é: se uma técnica falha, deve-se considerar outra via de acesso, buscando sempre segurança e melhor resultado funcional.
Não é recomendado. Hérnias tendem a aumentar com o tempo e podem evoluir com complicações graves.
Não. Exercícios podem fortalecer a musculatura, mas não fecham o defeito herniário e, em alguns casos, agravam o abaulamento.
Não obrigatoriamente. Hérnias pequenas e bem selecionadas podem ser corrigidas sem tela, mas a decisão é individualizada.
A dor crônica (inguinodinia) é rara quando técnicas modernas são utilizadas, especialmente com abordagem minimamente invasiva e fixação adequada da tela.
Depende da técnica, mas muitos pacientes retornam às atividades leves em poucos dias e às atividades plenas em algumas semanas.
Sim. Em casos selecionados, especialmente com cirurgia robótica, é possível corrigir hérnia e diástase dos músculos retos simultaneamente, com poucas incisões.
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